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Em relação à igreja, foi reparada a
pedraria do pórtico, desentaipada a fachada norte,
suprimido o coro e alguns altares pouco importantes.
Arranjou-se a capela-mor e as naves, deu-se ao templo um
toque de antiguidade, mantiveram-se algumas das obras
iniciadas por D. Manuel e terminadas por D. João III. Ao
invés, trabalhos quinhentistas tiveram uma acção
nefasta, destruindo a maioria das pedras tumulares e das
epigrafias, talvez vinte e duas (só restaram quatro).
A fachada principal da igreja, marcada por três corpos,
ostenta uma imponência arquitectónica invejável. O corpo
central, firmado entre dois outros, maiores, apresenta
um pórtico formado por arquivoltas assentes em capitéis
rudes. Ao alto, um Signo Saimão, presidindo ao conjunto,
uma ampla rosácea de doze folhas trilobadas. Nos corpos
laterais, rasgam-se duas janelas trilobadas de duplo
espelho. Interiormente, o templo tem três naves em cinco
tramos, com os arcos erguendo-se de feixes de colunas de
secção poligonal. Tecto em madeira e ligação da ousia à
nave sem transepto. Sobre a empena alta do arco mestre,
um espelho que sugere uma suástica
Da capela-mor, escolhemos como ponto de destaque a bela
imagem da Senhora da Anunciação. É uma escultura de
pedra poli cromada, quinhentista, em tamanho n; (1,680
metros). Embutida na parede do Evangelho, o mausoléu de
D. Diogo Pilheiro, bispo do Funchal. Profusamente de do,
tem a data de 1525 no arco da edícula.
As capelas laterais do lado da epístola têm os altares
revestidos de azulejos face dos frontais. Abrem para a
nave por arcos quinhentistas de pedraria. Quanto as duas
capelas colaterais, são também revestidas a azulejos
seiscentistas.
Uma igreja, em suma, que é um orgulho para todos os
tomarenses. Como bem demonstrava o n.° 0 do Boletim
Informativo da Junta de Freguesia: "Primeira sede de
Freguesia, tornada matriz de todas as igrejas de África,
Ásia e das Américas, na época dos descobrimentos; a
capelinha que aí existia foi mais tarde ampliada e
reconstruída, conservando no entanto, uma bela fachada
gótica, a enorme rosácea, com o signus salomonis,
símbolo dos cavaleiros templários e o seu famoso
panteão".
Como poucas, Santa Maria dos Olivais
soube preservar o seu património ao longo dos tempos.
Desde as mais belas paisagens até aos mais ricos
monumentos, a freguesia é um espectáculo de cultura,
saber e majestade. Salientam-se a Ponte de Peniche, a
Barragem do Carril, assim como a Igreja de Santa Maria
do Olival. Trata-se de um Monumento Nacional,
provavelmente construído no século XII, que alberga os
túmulos dos primeiros mestres da Ordem dos Templários,
de Gualdim Pais a D. Lourenço Martins. A sua fachada
revela uma invejável arquitectura. Salientam-se ainda a
Igreja de Santa Marta, a Igreja da Santo António, a Casa
Timóteo Verdie, a Biblioteca Municipal Cartaxo da
Fonseca, as piscinas cobertas e os courts de ténis. A
freguesia conta ainda com um estádio municipal, um
pavilhão municipal, a piscina municipal Vasco Jacob, um
campo de voleibol de praia e uma pista de ultra-leves.
A Estação Arqueológica na Rua Carlos
Campeão assume um papel preponderante no que diz
respeito aos estudos arqueológicos da região. A riqueza
em vestígios de antigas civilizações entre as Igrejas de
Santa Iria e Santa Maria do Olival é tão importante que
justificou prospecções científicas levadas a cabo por
equipas técnicas.
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