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Em S. Martinho, na margem
esquerda do rio Sor apareceram vestígios de uma antiga
povoação que deveria ser do tempo dos Lusitanos. Também
no lugar das Mesas (serra de Montargil) surgiram restos
de uma estrada lageada que se supõe pertencer à via
romana que ia de Lisboa para Mérida.
Como
freguesia a sua fundação vem dos primeiros tempos da
Monarquia. Foi D. Dinis, em 1315, que lhe deu carta de
foral. O seu nome primitivo deve ter sido "Mont'Argil"
ou "Monte Argil" segundo o "Álbum Alentejano" de 1937.
Segundo Pinho Leal seu primeiro nome seria "Monte Argel"
que no português antigo significava Monte do Infeliz.
Outros ainda, dizem que viria de "Monte Argila", o que é
mais credível, devido ao terreno em que assenta ser de
barro.
Montargil
foi extinto como concelho em 1855 e passou então para o
concelho de Avis, e a partir de 1871 para o de Ponte de
Sor.
Quanto ao
património, merece destaque a Igreja Matriz, de uma só
nave, com altar-mor do Séc. XVIII e capela dedicada ao
Sr. dos Paços. Do seu espólio devemos destacar uma
imagem de S. Pedro e vários parâmetros, em madeira, uma
custódia de prata da Renascença, duas navetas de prata e
turíbulo e três cruzes processionais, tudo do séc. XVII.
No
presente é de referir a importância da barragem de
Montargil, que foi um dos maiores empreendimentos da
região nos últimos anos, dando emprego a milhares de
pessoas durante a construção, animação turística e
desportos náuticos, para além do armazenamento de água
(115 milhões de metros cúbicos) que é a sua principal
função estratégica.
Montargil
é uma vila em desenvolvimento. A agricultura ainda é
importante, mas a construção civil, a carpintaria
mecânica, a serralharia civil e mecânica, a hotelaria e
o comércio mostram bem a sua tendência para o
desenvolvimento.
Em termos
culturais devemos destacar o Grupo de Promoção
Sócio-cultural de Montargil fundado em 1970 que tem
recuperado e divulgado as tradições da cultura popular. |