RESENHA HISTÓRICA - GEOGRÁFICA

 

Crato e Mártires é a freguesia que alberga a Vila do Crato, sede do concelho do mesmo nome, distante 22 km da capital do distrito. Fica no centro do distrito e confina com sete concelhos. 

A vila do Crato é povoação muito antiga, com testemunhos arqueológicos que remontam ao megalitismo. A existência de duas antas, provam que o território foi povoado desde o Neolítico. Neste local existiu  uma outra povoação, que se crê edificada pelos cartagineses. 

Da época do domínio romano, existem as pontes das ribeiras de Seda e Chocanal e os restos da ''vila'' romana da Granja. Passou pelo domínio godo. No séc. VIII os árabes desbarataram os godos e destruíram Crato (716). Permaneceu em poder dos mouros até à conquista de D. Afonso Henriques (1160), que reedificou a povoação. No reinado de D. Sancho II, o Crato achava-se de novo arruinado, pela luta entre cristãos e mouros. Com a preocupação do repovoamento, D. Sancho II cedeu aos cavaleiros da Ordem do Hospital um extenso território que daria origem mais tarde a uma nova povoação que, por determinação do rei se chamaria ''Ucrate'' (0 Crato). 

No séc. XVI passou a ser sede da Ordem do Hospital, mais tarde chamada de Malta. O então Mestre da Ordem D. Álvaro Gonçalves Pereira, o primeiro a usar o titulo de Prior do Crato, foi quem deu começo à fortificação que estava arruinada. Foi, porém, D. Nuno de Góis, quem mandou executar as grandes obras de fortificação. Em 29 de Junho de 1662 D. João de Áustria, cercou e exigiu a rendição do Crato. Estas forças saquearam e incendiaram a Vila. A recuperação foi lenta. Hoje o Crato cuida e conserve quanto sobrou, de um passado riquíssimo.