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A vila do Crato é
povoação muito antiga, com testemunhos arqueológicos
que remontam ao megalitismo. A existência de duas antas, provam
que o território foi povoado desde o Neolítico. Neste
local existiu uma outra povoação, que se crê
edificada pelos cartagineses.
Da época do domínio
romano, existem as pontes das ribeiras de Seda e Chocanal e os
restos da ''vila'' romana da Granja. Passou pelo domínio
godo. No séc. VIII os árabes desbarataram os godos e
destruíram Crato (716). Permaneceu em poder dos mouros até
à conquista de D. Afonso Henriques (1160), que reedificou a
povoação. No reinado de D. Sancho II, o Crato
achava-se de novo arruinado, pela luta entre cristãos e
mouros. Com a preocupação do repovoamento, D. Sancho
II cedeu aos cavaleiros da Ordem do Hospital um extenso território
que daria origem mais tarde a uma nova povoação que,
por determinação do rei se chamaria ''Ucrate'' (0
Crato).
No séc. XVI passou a ser sede da Ordem do Hospital,
mais tarde chamada de Malta. O então Mestre da Ordem D. Álvaro
Gonçalves Pereira, o primeiro a usar o titulo de Prior do
Crato, foi quem deu começo à fortificação
que estava arruinada. Foi, porém, D. Nuno de Góis,
quem mandou executar as grandes obras de fortificação.
Em 29 de Junho de 1662 D. João de Áustria, cercou e
exigiu a rendição do Crato. Estas forças
saquearam e incendiaram a Vila. A recuperação foi
lenta. Hoje o Crato cuida e conserve quanto sobrou, de um passado
riquíssimo.
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