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Património
Igreja
Matriz em honra de Sta. Marta. Sem grande projecção exterior, é no
seu interior que se podem encontrar obras de grande valor. A Igreja
compõe-se de uma só nave sem arco triunfal, com o altar-mor ao topo,
forrado a ouro, entre dois altares menores. As paredes estão todas
revestidas de azulejos seiscentistas, dos tipos padrão e tapete, a
azul e amarelo, com faixas de cercadura. O púlpito é do final do
século XV ou princípios do século XVI, pilares e colunas jónicas,
com caneluras e corrimão lavrado com ornamentos.
De entre as imagens,
destacam-se: Uma Virgem (alt.:
0,925m). Escultura de madeira dos finais do século XVI, com uma flor
na mão e o menino ao colo. S. Sebastião (alt.:
0,625m). Escultura de pedra do fim do século XV, de carácter
popular, com fita e grinalda prendendo o cabelo
Capelas:
Capela
da Nossa Senhora das Maravilhas. Pequena ermida aldeã. Tem apenas
uma nave e um pequeno altar. A atenção vai para uma pia de água
benta, de pedra lavrada, engastada na parede, que tem como principal
motivo decorativo uma cabeça de anjo, alada. Este templo foi erguido
em honra do milagre de Nossa Senhora das Maravilhas; o templo
original foi destruído, dando origem ao actual, que não reproduz a
beleza original do primeiro.
De entre as imagens,
destacam-se: Imagem da Santíssima
Trindade (alt.:0,590m). Escultura de pedra quinhentista, com pintura
antiga.
Capela
da Quinta da Comenda – esta quinta possui uma pequena capela, que em
1997 foi reconstruída no exterior, sofrendo também uma intervenção
de recuperação no interior.
Capela
da Quinta das Abóbadas - esta capela tem a particularidade de
possuir 4 valiosos grandes painéis em azulejo, representando os
milagres de Sto. António.
Quintas:
Quinta
da Comenda – grande casa agrícola ribatejana, com séculos de
história. A casa principal é um grande palacete antigo, construído
em 1893, envolto por um belo jardim.
Quinta
das Abóbadas – esta quinta foi recentemente restaurada (as obras
terminaram em 1990), após alguns anos de abandono; deve ser referido
que esta quinta sofreu graves danos patrimoniais durante as invasões
francesas de 1810 (uma prova da antiguidade da casa principal e da
própria quinta). Hoje tem um aspecto exterior lindíssimo, sendo um
dos locais a destacar pela sua beleza patrimonial. A casa principal
é uma residência rural, de carácter nobre, com salas decoradas e
rodapés de azulejos policromos do século XIX. Destacam-se ainda
grandes jardins e a entrada da principal Quinta, uma larga serventia
ladeada por grandes palmeiras.
Antigos Paços Reais de Alcanhões – também conhecidos como Paços “Velhos”,
nos tempos de D. Manuel I. Pouco resta dos vestígios da passagem da
realeza por Alcanhões; ainda se podem ver dois tanques antigos, um
pequeno fontanário e alguns vestígios de muralhas e construções
típicas da época.
Fontanários: comprovando a abundância de água nestas paragens, a
freguesia de Alcanhões possui um vasto património em fontes naturais
de água potável. Destacam-se os fontanários de Sto. António, S.
Pedro, Entre-Hortas, antigos Paços Reais, Tanque do Povo, a nascente
do Casal de S. Jorge.
Águas
Medicinais – A freguesia já possuiu uma conhecida estância termal.
As águas de Alcanhões, há muito afamadas, terão sido descobertas
pelos romanos. Em vários documentos encontram-se referências a
vestígios romanos, alegadamente ruínas de balneários, nos terrenos
da actual Quinta das Martanas. Foi em 1891 que o
proprietário, Manuel Luís da Fonseca, notou que as águas daquela
quinta em vez de alimentarem as plantas levavam-nas à morte. Mandou
então analisar as águas. Através do prof. Roballo da Silva, director
do Instituto de Agronomia e Veterinária de Lisboa, chegou ao prof.
Charles Lepierre da Universidade de Coimbra, cujo chefe do
laboratório químico, Santos Silva, levou a cabo as desejadas
análises, tendo-se verificado das propriedades medicinais das águas
ali existentes. Eram águas mesosalinas, principalmente cloretadas
sódicas, com aplicações sobretudo nas afecções cutâneas e no
reumatismo. As instalações da
estância termal arderam num incêndio e, embora a empresa de
exploração das águas esteja legalmente constituída, as termas nunca
mais foram reconstruídas e as propriedades medicinais destas águas
nunca tiveram um aproveitamento efectivo.
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