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Até 1926, o aglomerado urbano que dava pelo
nome de Entroncamento, encontrava-se dividido por duas
freguesias: a zona a ocidente da Ribeira de Santa Catarina
pertencia à freguesia de Santiago, concelho de Torres Novas e a
zona a oriente, dessa linha de água, pertencia à freguesia de
Santa Maria da Atalaia, concelho de Vila Nova da Barquinha. Esta
divisão era natural. Contudo, para a população a via férrea era
o ponto de referência mais significativo. Mas isso acarretava
inconvenientes ao aglomerado, já que nenhuma das citadas sedes
de freguesia se empenhava seriamente em equipar o Entroncamento
que por isso ficava, ano após ano, no esquecimento. |
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Foi então que apareceu no Entroncamento,
José Duarte Coelho. Era filho dum proprietário agrícola da
Ribeira de Santarém, onde nascera, na Rua do Mel, no dia
27.12.1890. José Duarte chegou a estudar na Escola Agrária de
Santarém, mas não acabou o curso. Casou e empregou-se nos
Caminhos-de-Ferro, motivo pelo qual veio para o Entroncamento,
em 1911, onde passou a viver no nº 117 da Rua 5 de Outubro.
Desempenhava, então, a função de Chefe de Escritório da 3.a
Secção de Via e Obras. Apaixonou-se pela terra e tentou tudo
para alterar a situação de marasmo em que o Entroncamento vivia.
Aproveitando o "Movimento de 28 de Maio de 1926" e a instauração
da Ditadura Militar que se lhe seguiu, investiu todas as
esperanças nas suas amizades pessoais, algumas de infância, e
conseguiu, logo em 25 de Agosto de 1926, a elevação da, então,
aldeia, a freguesia. Com o Decreto n° 12.192
de 25 de Agosto de 1926 criava-se a freguesia do Entroncamento
que ficava, assim, a pertencer a um só concelho: o de Vila Nova
da Barquinha. A partir desta data, começou a obra de José Duarte
Coelho no Entroncamento.
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