|
A igreja velha era um templo
quatrocentista que sofreu restaurações entre 1888 e
1898. Os “Tesouros Artísticos de Portugal” consideram
que apesar de “bastante modernizada no exterior,
conserva um rico interior. As paredes da capela-mor são
forradas de azulejos azuis e brancos dos tipos
enxaquetado e padrão, seiscentistas. No altar-mor
admira-se uma escultura de madeira representando o
orago, peça barroca do século XVIII. Da imaginária
destacam-se ainda três esculturas de pedra,
possivelmente do século XV, representando Santa Luzia,
S. Sebastião e Santíssima Trindade. Além de um cadeirão
firmado no couro da espalda com o escudo brasonado dos
Machados e de duas estantes de missal bem lavradas,
provavelmente do século XVII, a igreja possui duas
apreciáveis pinturas seiscentistas, S. Miguel e as Almas
do Purgatório, sobre tábua e um ecce homo, sobre tela”.
Rica e de grande devoção no concelho
é a ermida de Nossa Senhora da Conceição. Templo antigo,
edificado no séc. XV, foi reedificado em 1578 pelo
cardeal D. Henrique, e modificado no século XVIII.
Precede a fachada um alpendre vasto de colunelos. O
tecto do corpo do templo é de madeira, sem pintura, e o
da capela-mor é abobadado com caixotões. Os parietais
desta são revestidos de azulejaria de tipo enxaquetado e
padrão. No nicho concheado do altar-mor está uma bela
escultura de pedra, quinhentista e policromada,
figurando a Virgem e o Menino. No arco triunfal,
admiram-se, pintadas a fresco, as figuras de Santo
Ambrósio e Santo Agostinho.
De grande interesse turístico, a
permitir desfrutar das belas paisagens que deslumbraram
Acácio de Paiva, ergue-se à entrada da aldeia de Óbidos
o “Cabeço”, a elevação de maior altitude da freguesia. O
lugar está carregado de história e de lendas falando de
mouros e das bolas de ouro por eles utilizadas nos seus
jogos, disputados no campo situado no Cabeço onde,
consta, esteve para ser construído o Castelo de Ourém.
|