RESENHA HISTÓRICA

A antiguidade de Santo Estêvão das Galés pode ser atestada através de um túmulo romano, com cerca de dois mil anos, que foi encontrado em Monfirre.

Em termos administrativos, fez parte do extinto concelho dos Olivais e depois do de Loures, após o que passou para o de Mafra. A nível eclesiástico, foi um curato anual da apresentação do povo.

No passado, esta freguesia era muito pobre, pequena e sem grandes recursos económicos. O seguinte excerto, retirado da obra “Subsídios para a história da diocese de Lisboa do século XVIII”, de Isaías da Rosa Pereira, demonstra bem o grau de desenvolvimento da povoação nessa altura: “O Reverendo Padre Cura Veríssimo da Silva Coutinho, único sacerdote que há nesta freguesia, em a qual também não há sacrário pela solidão em que está situada sem vizinhos alguns, diligente, cuidadoso, e com suficiente instrução e também caritativo”.

A evolução demográfica de Santo Estêvão das Galés tem sido um pouco irregular ao longo deste século. Perdeu habitantes até 1970, altura em que recuperou, mas por pouco tempo. A emigração foi uma das causas da diminuta subida da população neste período, sobretudo em meados do século.

Por estar situada numa região agreste, os solos de Santo Estêvão das Galés são relativamente pobres e difíceis para a prática da agricultura. Mesmo assim, o esforço das populações vai compensando tais características e vai permitindo uma produção suficiente para as suas necessidades.