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Em termos administrativos, fez parte
do extinto concelho dos Olivais e depois do de Loures,
após o que passou para o de Mafra. A nível eclesiástico,
foi um curato anual da apresentação do povo.
No passado, esta freguesia era muito
pobre, pequena e sem grandes recursos económicos. O
seguinte excerto, retirado da obra “Subsídios para a
história da diocese de Lisboa do século XVIII”, de
Isaías da Rosa Pereira, demonstra bem o grau de
desenvolvimento da povoação nessa altura: “O Reverendo
Padre Cura Veríssimo da Silva Coutinho, único sacerdote
que há nesta freguesia, em a qual também não há sacrário
pela solidão em que está situada sem vizinhos alguns,
diligente, cuidadoso, e com suficiente instrução e
também caritativo”.
A evolução demográfica de Santo
Estêvão das Galés tem sido um pouco irregular ao longo
deste século. Perdeu habitantes até 1970, altura em que
recuperou, mas por pouco tempo. A emigração foi uma das
causas da diminuta subida da população neste período,
sobretudo em meados do século.
Por estar situada numa região
agreste, os solos de Santo Estêvão das Galés são
relativamente pobres e difíceis para a prática da
agricultura. Mesmo assim, o esforço das populações vai
compensando tais características e vai permitindo uma
produção suficiente para as suas necessidades.
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