|

|
|
"QUINTA DO CAMPO" – Propriedade do Exmo
sr. Conde de Castello Melhor pertenceu depois ao
senhor Visconde da Varzea, mais tarde marquês de
Ponte de Lima. Parece que antigamente pertencia
à freguesia de S. Bartolomeu do Paul e
chamava-se a quinta da Granja.
Há muitos anos atrás esteve arrendada a uma
empresa agrícola de quatro sócios que procuraram
introduzir um sistema de cultura mais cientifico
e um aperfeiçoamento na raça e criação de gado.
Infelizmente não conseguiram os resultados
esperados e a empresa sucumbiu (Ganadaria e
Coudelaria).
|
|
 |
|
Brasão de Armas no
Portal |
|
|
Diz-se que: “N´esta quinta
ha uma hermida dedicada a S. Francisco de Paula
e Nossa Senhora do Testinho. Esta última é a
única de tal invocação em Portugal, e segundo o
auctor do Santuário Mariano sua imagem foi
descoberta milagrosamente por soror Maria de S.
José em 1604. Essa piedosa freira, que habitava
o convento de S. Alberto de Lisboa, passando um
dia por um corredor da casa, ouviu uma voz
chamando-a pelo nome e dizendo « levantae-me ».
Não havendo viva alma n´aquella parte do
convento a freira estranhou o caso e procurando
mais perto a origem d´essa voz, encontrou n´um
canto, n´uma porção de lixo que se havia varrido
de alguma cella, um bocado de loiça vidrada,
grosseira, com uma figura de Nossa Senhora, e
que fazia parte de uma piazinha para agua benta,
já quebrada. Contou-se o milagre, acudiram os
devotos, e afinal deu-se a imagem da Senhora,
como valioso brinde, ao Conde de Castello
Melhor, que era um dos benfeitores da casa. Esse
fidalgo trouxe-a consigo durante todas as
peripécias da sua patriótica oposição aos
Hespanhoes, e segundo a crença d´elle foi a
possessão d´essa santa imagem que o preservou
nos muitos perigos da sua vida militar. Quando a
expulsão dos hespanhoes em 1641 concedeu alguma
paz ao reino, o conde fundou a hermida e ahi
collocou o objecto da sua veneração.
No sitio chamado Barracas do Quadro havia em
1801 um campo de instrução para o exército.”
Presentemente, não se encontra nesta
Quinta, qualquer vestígio dessa ermida.
|
|
 |
|
Magnifico Jardim com
lago na Quinta do Campo |
|
|
 |
|
QUINTA DA
CONDESSA
Esta quinta é, ainda hoje, e
apesar das muitas transformações que já sofreu,
um belo exemplar arquitectónico dos finais do
século XVII. Trata-se de uma quinta de
características ribeirinhas, virada ao Tejo, e
com forte vocação agro-pecuária. Chamava-se
antigamente Prazo do Mestre e, mais tarde,
Quinta do Carregado. |
|
Do exmº sr. Conde da Louzâ.
Esta propriedade que em 1560 achamos sob o nome
de quinta do Baharem e que Carvalho na
Corographia denomina quinta da Telhada, é uma
das mais antigas do concelho. Nas inquirições de
D.Diniz consta que existia próximo ao logar da
marinha, termo de Alemquer, uma herdade que
pertencia a um vassallo da rainha D.Dulce
(1174-1198).
Fallecendo o vassalo sem sucessão, a rainha
tomou posse da herdade e deu-a depois em
património para toda a vida a João Paes, reitor
de S.Salvador de Lisboa. Consta mais que
n´aquella época ainda existia uma relação
autentica de cento e quarenta courellas que a
rainha ahi comprara a diversos, por preços que
regulavam a 8 dinheiros até 2 soldos; (49 até
150 réis) que essas curellas tinham cinco palmos
de largo, não dizendo o comprimento, e que eram
situadas junto ao rio, além da ponte da
|
 |
|
Marca (ponte da Couraça
provavelmente) e no sitio da aberta. No tempo de
Affonso III afirmava certo individuo ter visto
bois da rainha D.Dulce lavrando essas terras com
charruas.
Aproximadamente em 1450
Vasco Gil Corrêa instituiu o morgado da marinha
e parece que n´este tempo a quinta pertencia á
ordem de Aviz, porque D.Jorge o mestre da Ordem
deu-a António Corrêa filho de Vasco Gil, para
tres vidas com pensão de 45000 réis em dinheiro
e dois capões. A lembrança da Ordem de Aviz
conserva-se em umas courellas na varzea de Villa
Nova que pertencem á quinta e são denominadas as
Côrtes de Aviz.
Este António Corrêa fêz uma brilhante figura na
historia pátria. Sendo mandado por D. Manuel
guerrear no mar da Pérsia assentou pazes com os
reis do Pegu e Bintão e venceu e matou Mochrim
rei da ilha do Baharem no mar de Ormuz. Em
lembrança de tão illustre feito D. João III lhe
mandou que tomasse o appellido de Baharem em
adição ao de Corrêa e que esquartellasse no
brasão d´armas uma cabeça. N´um antigo portão da
quinta á beira da estrada real vê-se este brasão
esculpido em pedra e na primeira casa está a
cabeça, como atráz dissemos. Em 1707 era
possuidor do vínculo o Dr. António Bastos
Pereira que era descendente segundo Carvalho, de
D.Gomes Mendes Gedeão um dos fidalgos que na
batalha de Italiboacem pelejou ao lado de
Gonçalo Mendes da Maia «o Lidador». Esse António
Bastos desonerou a quinta do encargo que tinha
cedendo á Ordem de Aviz em troco do fôro um juro
de 30$000 réis no estanco do tabaco. O morgado
rendia n´essa época uns 10:000 cruzados. Em 1758
achamos a quinta em poder de D. João de
Lencastre e hoje pertence ao exmº D. João José
de Lencastre Basto Baharem, 4º conde da Louzã e
12º senhor deste vinculo. Pegada ás officinas da
quinta há uma ermida dedicada a Santo Christo,
com imagens collateraes de S. Sebastião e S.
Francisco. Foi fundada por Manuel Corrêa Menezes
Baharem e sua mulher D. Joana de Tavora. A
primeira missa foi ahi dita em 1 de janeiro de
1669. O povo do lugar vizinho do Carregado
costuma festejar aqui o martyr santo no mês de
Agosto ou Setembro.
É pertença desta Quinta, uma das mais antigas e
afamadas ganadarias, a qual nasceu em 1837, em
Ciudad Real (Espanha). Mais tarde passou para a
posse do bandarilheiro espanhol António Guerra
Bejerano, cuja viúva a vendeu a José de Lacerda
Pinto Barreiros estreando-se em Portugal em
Março de 1931.São divisas da ganadaria as cores:
Azul Celeste, Branco e Encarnado.
|
|
 |
|
PALÁCIO DA QUINTA DE SANTO ANTÓNIO
A construção civil
mais significativa da freguesia é o
majestoso Palácio da Quinta de Stº
António, situado à beira da estrada
nacional. A sua fachada actual tem a
marca arquitectónica de duas épocas bem
distintas: o século XVII, de linhas mais
sóbrias e de menor altura, e o século
XIX , de concepção mais imponente e
monumental. Para sul estende-se o antigo
jardim do palácio, concebido dentro dos
moldes românticos da época.
|
|
 |
|
Do illmº sr. José
Rodrigues Duarte Monteiro. Edifício com
fachada de meados do século XVII, com um
já degradado jardim a sul. Para além da
sua produção em uva de mesa, possui
ainda esta casa, uma famosa ganadaria, a
mais antiga de Portugal estreada no ano
de 1848, sendo a única que mantém toiros
de casta exclusivamente nacional. A sua
divisa é de cor amarela |
|
 |
|
 |
|
IGREJA PAROQUIAL DO CARREGADO
A igreja matriz, dedicada a
Nossa Senhora de Fátima, é um templo de
edificação recente, inaugurada no ano de 1956,
como de lê na inscrição que se encontra sobre a
porta principal: ANNO DOMINI MCM LVI. Até à sua
inauguração os serviços religiosos eram
efectuados na capela da Quinta da Condessa,
gentilmente colocada ao serviço da população,
pelos proprietários. Era então padroeiro do
Carregado, o Mártir S. Sebastião, a quem era
dedicada a capela.
|
 |
|
 |
|
|
 |
|
PRAÇA ROSA SILVA
Monumento à solidariedade e entrega ao
próximo. Está colocado num bonito local de
lazer.
|
 |
|
 |
|
|
 |
|
|
 |
|
|
 |
|
PONTE DA COURAÇA
Antiga ponte por onde passava o trânsito da
estrada Nacional nº 1, construída no Reinado de
D. Maria II.
|
 |
|
 |
|
 |
ZONA
RIBEIRINHA DO TEJO
Aprazível local de lazer,
onde se pode apreciar a quietude do Tejo e nele
praticar o relaxante desporto da pesca.
(Este local está a ser requalificado para
expansão).
|
|
 |
|
MARCO DA
MALA-POSTA
A primeira carreira regular
da Mala-Posta em Portugal confere ao Carregado o
lugar da mais importante estação de apoio aos
serviços regulares desta carreira entre Lisboa e
Caldas da Rainha, que funcionou até 1864. De
notar que o marco existente no Carregado tem
inscrito numa das faces: ESTRADA QUE / VEM DAS
CAL/DAS DA/RAINHA e noutra das faces : ESTRADA
QUE / SE DERIGE / A SANTARÉM / ANNO DE 1788.
Símbolo da Freguesia, está classificado como
Imóvel de Interesse Público desde 18 de Agosto
de 1943.
|
 |
|
 |
|
|
|
|
|