PATRIMÓNIO TURÍSTICO


Do património turístico e cultural podemos citar algumas das Quintas mais importantes na vida da Freguesia e que ainda se encontram muito bem conservadas, a saber:


QUINTA DO CAMPO

QUINTA DA CONDESSA

PALÁCIO DA QUINTA DE SANTO ANTÓNIO

IGREJA PAROQUIAL DO CARREGADO

URBANIZAÇÃO DA BARRADA

PRAÇA ROSA SILVA

RUA MANUEL ANTÓNIO LAINS

URBANIZAÇÃO DA QUINTA NOVA

JARDIM MANUEL MARIA ABREU

PONTE DA COURAÇA

ZONA RIBEIRINHA DO TEJO

MARCO DA MALA-POSTA

 

 

 

 

 

 



 

"QUINTA DO CAMPO" – Propriedade do Exmo sr. Conde de Castello Melhor pertenceu depois ao senhor Visconde da Varzea, mais tarde marquês de Ponte de Lima. Parece que antigamente pertencia à freguesia de S. Bartolomeu do Paul e chamava-se a quinta da Granja.
Há muitos anos atrás esteve arrendada a uma empresa agrícola de quatro sócios que procuraram introduzir um sistema de cultura mais cientifico e um aperfeiçoamento na raça e criação de gado. Infelizmente não conseguiram os resultados esperados e a empresa sucumbiu (Ganadaria e Coudelaria).


 

Brasão de Armas no Portal

Diz-se que: “N´esta quinta ha uma hermida dedicada a S. Francisco de Paula e Nossa Senhora do Testinho. Esta última é a única de tal invocação em Portugal, e segundo o auctor do Santuário Mariano sua imagem foi descoberta milagrosamente por soror Maria de S. José em 1604. Essa piedosa freira, que habitava o convento de S. Alberto de Lisboa, passando um dia por um corredor da casa, ouviu uma voz chamando-a pelo nome e dizendo « levantae-me ». Não havendo viva alma n´aquella parte do convento a freira estranhou o caso e procurando mais perto a origem d´essa voz, encontrou n´um canto, n´uma porção de lixo que se havia varrido de alguma cella, um bocado de loiça vidrada, grosseira, com uma figura de Nossa Senhora, e que fazia parte de uma piazinha para agua benta, já quebrada. Contou-se o milagre, acudiram os devotos, e afinal deu-se a imagem da Senhora, como valioso brinde, ao Conde de Castello Melhor, que era um dos benfeitores da casa. Esse fidalgo trouxe-a consigo durante todas as peripécias da sua patriótica oposição aos Hespanhoes, e segundo a crença d´elle foi a possessão d´essa santa imagem que o preservou nos muitos perigos da sua vida militar. Quando a expulsão dos hespanhoes em 1641 concedeu alguma paz ao reino, o conde fundou a hermida e ahi collocou o objecto da sua veneração.
No sitio chamado Barracas do Quadro havia em 1801 um campo de instrução para o exército.”


Presentemente, não se encontra nesta Quinta, qualquer vestígio dessa ermida.
 

 

 

Magnifico Jardim com lago na Quinta do Campo

 

 

 

 

QUINTA DA CONDESSA

Esta quinta é, ainda hoje, e apesar das muitas transformações que já sofreu, um belo exemplar arquitectónico dos finais do século XVII. Trata-se de uma quinta de características ribeirinhas, virada ao Tejo, e com forte vocação agro-pecuária. Chamava-se antigamente Prazo do Mestre e, mais tarde, Quinta do Carregado.

 

Do exmº sr. Conde da Louzâ. Esta propriedade que em 1560 achamos sob o nome de quinta do Baharem e que Carvalho na Corographia denomina quinta da Telhada, é uma das mais antigas do concelho. Nas inquirições de D.Diniz consta que existia próximo ao logar da marinha, termo de Alemquer, uma herdade que pertencia a um vassallo da rainha D.Dulce (1174-1198).
Fallecendo o vassalo sem sucessão, a rainha tomou posse da herdade e deu-a depois em património para toda a vida a João Paes, reitor de S.Salvador de Lisboa. Consta mais que n´aquella época ainda existia uma relação autentica de cento e quarenta courellas que a rainha ahi comprara a diversos, por preços que regulavam a 8 dinheiros até 2 soldos; (49 até 150 réis) que essas curellas tinham cinco palmos de largo, não dizendo o comprimento, e que eram situadas junto ao rio, além da ponte da

 

Marca (ponte da Couraça provavelmente) e no sitio da aberta. No tempo de Affonso III afirmava certo individuo ter visto bois da rainha D.Dulce lavrando essas terras com charruas.

Aproximadamente em 1450 Vasco Gil Corrêa instituiu o morgado da marinha e parece que n´este tempo a quinta pertencia á ordem de Aviz, porque D.Jorge o mestre da Ordem deu-a António Corrêa filho de Vasco Gil, para tres vidas com pensão de 45000 réis em dinheiro e dois capões. A lembrança da Ordem de Aviz conserva-se em umas courellas na varzea de Villa Nova que pertencem á quinta e são denominadas as Côrtes de Aviz.

Este António Corrêa fêz uma brilhante figura na historia pátria. Sendo mandado por D. Manuel guerrear no mar da Pérsia assentou pazes com os reis do Pegu e Bintão e venceu e matou Mochrim rei da ilha do Baharem no mar de Ormuz. Em lembrança de tão illustre feito D. João III lhe mandou que tomasse o appellido de Baharem em adição ao de Corrêa e que esquartellasse no brasão d´armas uma cabeça. N´um antigo portão da quinta á beira da estrada real vê-se este brasão esculpido em pedra e na primeira casa está a cabeça, como atráz dissemos. Em 1707 era possuidor do vínculo o Dr. António Bastos Pereira que era descendente segundo Carvalho, de D.Gomes Mendes Gedeão um dos fidalgos que na batalha de Italiboacem pelejou ao lado de Gonçalo Mendes da Maia «o Lidador». Esse António Bastos desonerou a quinta do encargo que tinha cedendo á Ordem de Aviz em troco do fôro um juro de 30$000 réis no estanco do tabaco. O morgado rendia n´essa época uns 10:000 cruzados. Em 1758 achamos a quinta em poder de D. João de Lencastre e hoje pertence ao exmº D. João José de Lencastre Basto Baharem, 4º conde da Louzã e 12º senhor deste vinculo. Pegada ás officinas da quinta há uma ermida dedicada a Santo Christo, com imagens collateraes de S. Sebastião e S. Francisco. Foi fundada por Manuel Corrêa Menezes Baharem e sua mulher D. Joana de Tavora. A primeira missa foi ahi dita em 1 de janeiro de 1669. O povo do lugar vizinho do Carregado costuma festejar aqui o martyr santo no mês de Agosto ou Setembro.

É pertença desta Quinta, uma das mais antigas e afamadas ganadarias, a qual nasceu em 1837, em Ciudad Real (Espanha). Mais tarde passou para a posse do bandarilheiro espanhol António Guerra Bejerano, cuja viúva a vendeu a José de Lacerda Pinto Barreiros estreando-se em Portugal em Março de 1931.São divisas da ganadaria as cores: Azul Celeste, Branco e Encarnado.

 

 

PALÁCIO DA QUINTA DE SANTO ANTÓNIO

A construção civil mais significativa da freguesia é o majestoso Palácio da Quinta de Stº António, situado à beira da estrada nacional. A sua fachada actual tem a marca arquitectónica de duas épocas bem distintas: o século XVII, de linhas mais sóbrias e de menor altura, e o século XIX , de concepção mais imponente e monumental. Para sul estende-se o antigo jardim do palácio, concebido dentro dos moldes românticos da época.

 

Do illmº sr. José Rodrigues Duarte Monteiro. Edifício com fachada de meados do século XVII, com um já degradado jardim a sul. Para além da sua produção em uva de mesa, possui ainda esta casa, uma famosa ganadaria, a mais antiga de Portugal estreada no ano de 1848, sendo a única que mantém toiros de casta exclusivamente nacional. A sua divisa é de cor amarela

 

IGREJA PAROQUIAL DO CARREGADO

A igreja matriz, dedicada a Nossa Senhora de Fátima, é um templo de edificação recente, inaugurada no ano de 1956, como de lê na inscrição que se encontra sobre a porta principal: ANNO DOMINI MCM LVI. Até à sua inauguração os serviços religiosos eram efectuados na capela da Quinta da Condessa, gentilmente colocada ao serviço da população, pelos proprietários. Era então padroeiro do Carregado, o Mártir S. Sebastião, a quem era dedicada a capela.



 

 

URBANIZAÇÃO DA BARRADA

Aspecto da Avenida das Descobertas, resultado de um Carregado mais cosmopolita.


 

 

 

PRAÇA ROSA SILVA

Monumento à solidariedade e entrega ao próximo. Está colocado num bonito local de lazer.
 

 

 

 


 

 

RUA MANUEL ANTÓNIO LAINS

Bonita Rua empedrada, que conduz ao local de lazer, praça Rosa Silva.

 

 



 

 

URBANIZAÇÃO DA QUINTA NOVA

Bonito local ajardinado, de construção muito recente e moderna.


 

 

 

 

 

JARDIM MANUEL MARIA ABREU

Bonito local ajardinado e com boas sombras.

 

 

 

 

 

PONTE DA COURAÇA

Antiga ponte por onde passava o trânsito da estrada Nacional nº 1, construída no Reinado de D. Maria II.

 

 

 

 

ZONA RIBEIRINHA DO TEJO

Aprazível local de lazer, onde se pode apreciar a quietude do Tejo e nele praticar o relaxante desporto da pesca.
(Este local está a ser requalificado para expansão).

 

 

 

 

MARCO DA MALA-POSTA

A primeira carreira regular da Mala-Posta em Portugal confere ao Carregado o lugar da mais importante estação de apoio aos serviços regulares desta carreira entre Lisboa e Caldas da Rainha, que funcionou até 1864. De notar que o marco existente no Carregado tem inscrito numa das faces: ESTRADA QUE / VEM DAS CAL/DAS DA/RAINHA e noutra das faces : ESTRADA QUE / SE DERIGE / A SANTARÉM / ANNO DE 1788. Símbolo da Freguesia, está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 18 de Agosto de 1943.