|
DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
Sectores Económicos:
Primário: 60%
Secundário: 30%
Terciário: 10%
Na Freguesia, a agricultura é uma das actividades mais
exploradas, revelando uma boa adaptação ao longo período
de Estio, quente e seco. O trigo, por exemplo, é uma
cultura regular na zona planáltica e em terrenos de
sequeiro. A grande parte da cultura de milho miúdo
faz-se em terrenos de regadio, para assegurar melhores
resultados. Em geral, este cereal é utilizado na
alimentação de aves, no fabrico de broa e de pão
caseiro, com mistura de trigo. O centeio, uma planta
rústica, não necessita de grandes cuidados, para se
desenvolver. Do seu grão, obtém-se a farinha com que se
produz um pão preto muito nutritivo, embora menos
saboroso que os anteriores. A cevada é muito empregue,
como farinha, na alimentação dos animais e na ração das
aves para engorda.
Numa horta típica, explorada em
regime intensivo, encontram-se as abóboras chila,
menina, porqueira e coroa (ou barrete de padre); algumas
variedades de alface; alho e cebola; cenoura; chicória;
couves galega, portuguesa, munciana, penca, tronchuda,
lombarda, repolho, nabo e flor; feijoeiro; melancia e
melão; nabo; pepino; pimenteiro; rabanete; e tomateiro.
As culturas mais abundantes são de batata, chícharo,
ervilha, fava, grão de bico e tremoço. As terras são,
predominantemente, minifundiárias e o trabalho é feito à
base de utensílios manuais, como ancinhos, foices,
gadanhas, enxadas de pontas, machados, serras, serrotes,
pulverizadores, mangualdes, limpadores de cereais,
peneiras, charruas, arados e grades.
A floricultura não tem muita
expressão, mas podem referir-se a ameixieira, a
cerejeira, o damasqueiro, a ginjeira, a macieira, o
marmeleiro, o morangueiro, a nespereira, o pessegueiro,
a figueira, a laranjeira, o limoeiro, a tangerineira e a
romãzeira.
O desenvolvimento da olivicultura, nesta região, remonta
à chegada dos Romanos, que extraíam o azeite em lagares
de varas. De elevada qualidade e pureza, o oleum
olivarum merece a classificação de alimento rico, sendo
muito apreciado pelas suas propriedades físicas e
químicas.
As vertentes das colinas circundantes
estão povoadas de vinha, castanheiros, pinheiros,
carvalhos, sobreiros, medronheiros, azinheiras,
nogueiras e mimosas. A resina dos pinheiros, a madeira,
a lenha e a cortiça são as principais riquezas de origem
florestal, que contribuem para os rendimentos das
famílias locais.
Entre as plantas arbustivas,
predominam o carrasco, o tojo, a urze, o pilriteiro e a
esteva; enquanto, no extracto subarbustivo, se destacam
o feto, o alecrim, a alfazema, a carqueja, a silva, a
madressilva, o funcho, a gilbardeira e a “erva de Santa
Maria”. Graças à riqueza desta flora, desde tempos
remotos, a apicultura faz parte do leque de actividades
da população activa, resultando na obtenção de um
delicioso mel.
Para além da criação de aves e de
gado suíno, caprino e bovino, da produção de leite e de
queijo, a maioria dos homens de Santiago da Guarda ainda
se dedica à caça, em especial, do coelho, perdiz, pombo
e javali.
A Freguesia cresceu também graças a
actividades dos sectores secundário e terciário, com
destaque para as indústrias de metalurgia
(serralharias), de transformação de madeiras e de
construção civil; as oficinas de reparação automóvel; as
agências bancárias e de seguros; e os múltiplos
estabelecimentos comerciais.
Meios de Acolhimento: Para melhor receber os visitantes
e curiosos turistas, esta Freguesia dispõe de uma
unidade de Turismo Rural, a Casa de Campo da Sociedade
“Casa da Várzea”, situada em Várzea (3240 Santiago da
Guarda).
Desporto, Cultura e Lazer: Conscientes de que um bom
programa desportivo e cultural beneficia o
desenvolvimento integral de Santiago da Guarda, as
entidades competentes empenharam-se em criar as
infraestruturas necessárias à sua implementação na
Freguesia, como um Pólo da Biblioteca Municipal (CAAS),
a Rádio Vida Nova, uma Escola de Música e um Campo de
Jogos.
Acção Social: Não descurando o bem-estar da sua
população, a Freguesia mune-se de um Centro de Dia, que
presta apoio aos mais idosos, mas, nesta mesma área,
torna-se imperativa a criação de um Lar, para melhor
responder às necessidades deste grupo etário.
Presentemente, também se encontra em aprovação, nos
serviços da Segurança Social, o projecto de uma Creche
promovida pelo C.A.A.S..
Ensino: No âmbito da Educação, Santiago da Guarda
possui três Escolas Públicas de Ensino Pré-Escolar, sete
Escolas Públicas de Ensino Básico do Primeiro Ciclo e
uma Escola Privada de Ensino Básico dos Segundo e
Terceiro Ciclos.
|