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A identidade cultural mais profunda de uma região advém
do seu património artesanal, cujo valor é, naturalmente,
inestimável. No artesanato de Santiago da Guarda,
estrelejam as rendas e bordados (como o ponto de cruz),
a tecelagem em linho, a “trapologia” (manufactura de
bolsas, mantas, chinelos, etc., a partir de trapos), a
cestaria e outros trabalhos em vime, em cortiça e em
madeira.
Outrora, os teares tradicionais
representavam uma importante função na economia local,
porque permitiam o aproveitamento de roupas velhas e
outros retalhos, para a confecção de mantas, tapetes e
passadeiras. Os longos serões de Inverno eram dedicados
à execução destes trabalhos. Actualmente, esta tradição
mantém-se graças à cooperativa Artesicó, que labora
diariamente com teares manuais; e mediante a organização
de cursos de formação na área da tecelagem.
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