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Tendo atrás de si um honroso passado,
a freguesia apresenta como património legado desse tempo
a igreja e várias capelas, marcos da Ordem dos
Templários, pequenas muralhas do lugar da Cortiça e
Cruzeiro.
As suas artes artesanais ganharam
relevo, pelos séculos fora, no fabrico de tapetes de
Arraiolos, de utensílios de ferro e na construção de
coches e carruagens puxadas por cavalos.
Dos finais do século XVIII, é a igreja paroquial.
Dedicada a S. Pedro, é um templo com uma fachada "de
prospecto agradável", como refere o Inventário Artístico
de Portugal. Na empena, decorada com um brasão,
observa-se a data de 1790. Tem apenas uma nave, com
tecto de madeira de cinco planos, altar-mor e dois
colaterais. O tecto da capela-mor é de abóbada pintada,
e o retábulo do altar tem uma data ilegível do século
passado, assinada por Ferrari (Gino António) de Bolonha.
Na sacristia, guardam-se ainda
algumas imagens: um S. Sebastião (escultura mutilada, de
pedra), um Espírito Santo (quinhentista), uma Virgem
(também de pedra) e um S. Domingos. São todas muito
antigas. Mas a pintura de maior destaque, patente no
altar-mor, foi oferecida por José Malhoa. Representa a
Ascensão de Cristo. O consagrado pintor viveu uma grande
parte da sua vida em Figueiró dos Vinhos e inspirou-se
em muitos motivos da região para as suas obras. Outras
igrejas desta zona tiveram assim o ensejo de beneficiar
das suas igrejas. S. Pedro de Rego da Murta é hoje uma
próspera freguesia, atravessada por boas vias de
comunicação. Situa-se numa região agrícola muito fértil,
que condiciona em grande parte a vida das suas
populações. Em meados do século, aqui se produzia muito
vinho, azeite, batata, fruta e feijão. Os lavradores da
terra concorriam com os seus produtos ao mercado de
Cabaços, um dos mais importantes da região.
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